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O processo de aquisição da linguagem oral.

Recentes pesquisas científicas demonstram que as experiências dos 03 primeiros anos de vida têm uma força ímpar no desenvolvimento do cérebro humano. Proteção, conversa, canto, leitura com as crianças menores ajudam-nas a adquirir habilidades para aprender e se desenvolver”. (MONTAGNO, E. de A.- 1.997) Fatores que interferem no processo de aquisição de linguagem:

  1. Desenvolvimento motor

  2. Desenvolvimento psíquico

  3. Desenvolvimento social

  4. Audição

A aquisição da linguagem da criança está intrinsecamente ligada à representação e a atitude que a mãe tem de sua gravidez (conversar com o feto, colocar música para ele ouvir, etc.). Logo que a criança nasce, sua forma de expressão é essencialmente o choro, através do qual suas sensações de incômodo e insatisfação serão expressadas. FASE PRÉ-VERBAL Por volta dos 02 ou 03 meses o bebê começa a descobrir sua voz e a brincar com a mesma, é a fase do balbucio. Nesta, a postura do adulto perante as produções da criança é bastante importante, deve-se sempre “conversar” com o bebê. Por volta dos 04-05 meses o bebê já passa a apresentar entonação em sua “fala”. Até esta fase o sorriso é uma forma de expressão muito usada. Com aproximadamente 05-06 meses, inicia-se a “imitação voluntária”, isto é, emissão de sons próximos ao da língua a que é exposto, que serão aperfeiçoados posteriormente. Com 11 meses espera-se que a criança comece a produzir as primeiras palavras. FASE VERBAL Nesta fase inicia-se a produção das primeiras palavras, que surgem a partir do concreto, ou seja, a criança só fala sobre as coisas do presente e que estão em sua frente, não é ainda capaz de abstrair. A fala do adulto, assim como na fase anterior, continua a orientar a fala da criança, demonstrando a importância de se colocar as produções da criança dentro de um texto. Por volta dos 18 meses começa a ocorrer a estabilização dos significados por oposição a outro semelhante (fase das palavras-frase). Utiliza gestos indicativos, nomeia alguns objetos e mostra-se interessada pelo meio que a cerca. Faz perguntas do tipo “o quê?” e acompanha músicas vocalmente. Aos dois anos, a criança já é capaz de combinar duas palavras numa frase, diz seu próprio nome e reproduz na brincadeira situações de seu cotidiano, passando a interagir mais com o brinquedo. Com três anos usa palavras de seu dia-a-dia e começa a utilizar o plural. Nesta fase a criança fala enquanto age. Esta fala egocêntrica tem função organizadora, a criança ensaia fazer sozinha o que antes só fazia sob a orientação do adulto. A partir daí esta fala vai se internalizar. Por volta dos quatro anos, a criança fala antes de agir. A fala se transforma em instrumento de organização do próprio comportamento. A fala que a criança tinha anteriormente já se internalizou. Geralmente faz muitas perguntas, conta histórias e compreende regras de jogo. Aos 05-06 anos, a criança já pode ser considerada como um interlocutor constituído, pois já tem vocabulário ampliado, usa frases completas, troca turnos em um diálogo, tem seu aparelho fono-articulatório constituído, sistema fonêmico desenvolvido, entre outros fatores. Quanto mais a criança for exposta à linguagem falada, à linguagem escrita, lida e cantada, maior será seu repertório e suas alternativas para administrar suas emoções na relação com o ambiente. A criança se incumbe do papel de aprender quando o ambiente é estruturado, afetivo e estimulante; não é necessário forçá-las a executar atividades estressantes, basta ser sensível à sua natural curiosidade.

BIBLIOGRAFIA “Aprendendo quando somos jovens” Dr., MD, PhD, Montagno, E. de A. / Universidade estadual de Campinas- 1997 “A fala infantil revela saúde” Silva, R.P. / Universidade Estadual de Campinas - 1996

Thais Inocêncio Pires Fonoaudióloga Mestre em Linguagem pela PUC/SP Especialista em problemas de fluência de fala

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